Orientação TCC como deve ser!

Tcc coramax

Junto da equipe de trabalho do CEAD, que nos permite explorar esse curso na modalidade de educação a distância, espero colaborar com suas experiências de realização dos trabalhos acadêmicos.
Para começo de nossa conversa, vou convidá-lo a refletir comigo sobre a condição em que se insere nossos trabalhos: as pessoas estudam, pesquisam e realizam os famosos TCCs com o objetivo de conhecer mais e melhor, certo? Sabemos que, infelizmente, a resposta a isso nem sempre é sim.
O que muitas pessoas querem com seus estudos nem sempre é saberem mais, muitas vezes é serem mais.
Em outras palavras, ter uma posição social melhorada pela diplomação que o seu curso confere é um motivador bastante frequente a impulsionar os alunos a darem continuidade aos estudos, o que é legítimo direito de todo cidadão.
E assim, aventuram-se nas graduações e pós-graduações alunos e alunas que, a grosso modo, não gosto muito de estudar o que estudam, que se sentem socialmente coagidos a tomar rumos profissionais relacionados àqueles cursos em que estão, não por sentirem forte atração pelos seus universos do saber, mas por outras inclinações que porventura tenham.
Essas não são valorizadas no mercado de trabalho, não foram incentivadas por suas famílias ou não encontraram na rede de ensino apoio para se desenvolverem em uma formação. Isso é bastante complexo.
E esperamos mesmo é que o avanço de especializações técnicas e artísticas na educação brasileira, além da valorização de todos os profissionais do mercado de trabalho, abra caminhos para que as pessoas possam escolher seus rumos com mais atenção aos seus gostos desejos, inclinações ou vocações. Fato é que esse é o quadro a que visamos no momento e, em consequência disso, muitas vezes os alunos chegam ao fim dos seus cursos superiores sem terem mergulhado na atividade de estudo com interesse, com interesse verdadeiro pelo saber, com curiosidade, com espírito investigativo, tão essenciais ao perfil do pesquisador.
Isso dificulta imensamente o trabalho de orientação; assim, por mais que possa exceder, é preciso investigar as origens sociais, culturais e econômicas que motivam esse quadro até que grande mudanças atinjam o nosso sistema educacional. Todos os semestres enfrentamos a situação de orientar pesquisas de discentes que não se colocam realmente na posição de pesquisadores. Nosso objetivo hoje, nessa videoaula, é trazer à tona esse fato social, que implica diretamente na qualidade das orientações e no resultado dos trabalhos.
Eis, portanto, um grande desafio: primeiro, é muito importante atingir todas as etapas de construção de como fazer tcc  e levar o aluno a envolver-se com seu tema de pesquisa com interesse, com empolgação, com paixão.
A razão permeia a ciência, mas o esforço demandado pelo pesquisador carece de uma força emocional que sustente o esforço que ele fará no período de pesquisa.
É preciso querer saber, ter desejo, vontade de conhecer mais sobre o tema da pesquisa que se abraça.
Por isso, um dos momentos cruciais do processo de pesquisar é a escolha do que pesquisar.
As razões que levam as pessoas a se engajarem no trabalho de pesquisa acadêmica são, muitas vezes, de tal modo apartadas dos interesses em conhecimento que, numa disciplina como a nossa, de Orientação de Trabalhos Acadêmicos ou de Metodologia da Pesquisa, o que mais interessa à grande parte dos alunos é: como deve ser apresentado um trabalho acadêmico? E, convenhamos, a formatação é a última questão que deveria despertar o interesse de todos. Por isso, como recomendação básica para que essa questão desapareça do quadro das preocupações de todos, sugerimos que no primeiro contato com seu aluno apresente a ele um resumo geral das normas de apresentação prescritas pela ABNT. E, numa conversa, coloque no devido lugar o peso e a importância dessa questão, diminuindo significativamente o valor que os alunos lhe dispensam. Antes de pensar em como formatar o trabalho, é preciso pensar, por exemplo, o que é o saber científico? E distingui-lo entre outras formas de conhecimento. A seguir, é preciso decidir como clareza: o que se irá estudar? Qual será objeto de sua pesquisa? E também o seu objetivo, a justificativa, que métodos serão adequados, abordados no objeto.
Ou seja, é preciso desenvolver o projeto de pesquisa. Após o período de revisão bibliográfica e as investigações de várias ordens previstas no seu projeto chegamos à redação da pesquisa, a revisão, e, por fim, por último, a adequação às normas de apresentação do trabalho acadêmico. Uma componente curricular que deve ser bem abordada antes da decisão sobre o que estudar é a que explora e define os diversos tipos de conhecimentos e saberes.
Isso é valioso para auxiliar na decisão do aluno sobre o que estudar.